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Dicas de Jericoacara

por Fernanda

Atualizado em 15 de março de 2022

Jericoacara é um dos destinos mais desejados do Brasil. Lagoas, dunas, praias e uma vila rústica “good vibes” atraem milhares de turistas anualmente. Para você aproveitar ao máximo a sua viagem para esse paraíso, seguem dicas de Jericoacara.

Onde fica Jericoacara e como chegar

Jeri faz parte do município de Jiroca de Jericoacara no Ceará fica a uma distância de 300 km de Fortaleza. Para quem chega pela capital do estado, prepare-se para umas 4 a 5 horas na estrada que não é lá essa maravilha. Você pode contratar um traslado 4×4 (mais caro, mas vai direto porque consegue fazer uma parte do trecho pela areia), pegar um ônibus comum (mais demorado) ou ir no esquema van/ônibus turismo + jardineira (trecho Jijoca – vila).

Eu optei por essa última opção porque era muito mais barato (paguei R$195,00 ida e volta). O ônibus sai bem cedo de Jeri e vai pegando os passageiros nas praias de Fortaleza por volta das 6h30/7h.

Outra opção é pegar um voo direto para Jeri. Como você já deve imaginar, os voos diretos para Jericoacara são mais caros, mas obviamente essa seria a melhor opção. Importante: o aeroporto na verdade fica na cidade de Cruz, localizada a 32 km de Jeri. E, do aeroporto para a vila, também é necessário pegar uma jardineira.

Se dinheiro realmente não for problema você pode pegar um helicóptero de Fortaleza para Jeri. A viagem dura mais ou menos 1 hora e 15 minutos.

Onde se hospedar em Jericoacara

A vila é muito pequena e eu particularmente achei segura tanto é que não fiquei em uma pousada lá no fervo do centrinho. Fiquei na Pousada Villa Medina (RESERVE AQUI) e gostei bastante. O atendimento é excelente assim como o café da manhã (com destaque para as tapiocas feitas na hora). Outras pousadas muito bem avaliadas em Jericoacara são: Pousada CasAlice (RESERVE AQUI), Pousada Ibiscus (RESERVE AQUI), Mona Lisa Pousada (RESERVE AQUI) e Pousada Vila Kalango (RESERVE AQUI).

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Melhor época para visitar Jeri: dicas de Jericoacara

Ao contrário de muitos outros destinos no nordeste, a melhor época para viajar para Jericoacara é entre julho e dezembro que são os meses mais secos. Na verdade o ideal mesmo seria ir entre agosto e outubro porque tem sol e as lagoas estão cheias. Formam-se o que os nativos chamam de “fronhas de Jeri” em uma comparação aos lençóis maranhenses. Chamam de fronhas porque são menores.

Muitos gringos europeus visitam Jeri entre julho e setembro até por ser período de férias para eles. Leve isso em consideração, pois os preços podem subir em virtude da grande procura.

Os meses chuvosos em Jeri (eles falam que é o inverno deles) são janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho, sendo que a grande concentração de chuvas acontece mesmo em março e abril. Eu fui em fevereiro/22 e choveu, porém foram pancadas de chuva ao longo do dia. Não chegou a inviabilizar nenhum passeio. E o que todo mundo me falava lá era: “não se preocupa que aqui não chove o dia inteiro”.

Lagoa do Paraíso momentos antes de uma pancada de chuva

Minha dica seria alongar um pouco a estadia se for durante os meses de março e abril para ter mais chances de pegar dias bons para passeios.

O que fazer em Jeri: dicas de Jericoacara

Há muito o que fazer em Jeri, mas basicamente as agências de turismo trabalham com dois passeios principais que são: lado leste e lado oeste.

Os preços variam porque há algumas opções para você fazer esses passeios.

– Passeio compartilhado jardineira: esse é o mais barato. Custa entre R$70,00 e R$80,00 por pessoa (fevereiro/22) e você vai em uma jardineira (uma Hilux com cadeirinhas na caçamba). Geralmente as jardineiras acomodam 8 pessoas. 

Passeio buggy compartilhado: nesse caso, o bugueiro divide o valor total do passeio por 4 pessoas (podem ser desconhecidos). Eles têm grupos no WhatsApp para tentar encontrar mais pessoas ou tentam arranjar mais pessoas na rua mesmo. É bom para quem está em dupla ou casal, por exemplo, e não quer pagar o valor cheio do carro. Eu fiz um desses e foi bom para economizar um pouco. 

Passeio buggy privativo: os passeios são meio que tabelados, mas tudo depende da negociação. O que percebi é que eles variam entre R$450 a R$600,00 até porque muitos bugueiros oferecem pacotes de fotos também. Uns oferecem fotos digitais com o celular e alguns cobram mais caro porque oferecem fotos profissionais e editadas tiradas com câmeras. Minha opinião sincera: vale a pena investir em um bugueiro que saiba tirar fotos. Os caras mandam muito bem, conhecem todos os lugares fotogênicos e vão dando todas as coordenadas das poses.

Eu escolheria esse tipo de passeio para o lado oeste que é o lado mais bonito em termos de natureza. Dei uma olhada no Instagram antes de ir e gostei bastante do @dedezinho_fotostur, mas ele não tinha disponibilidade para os dias da minha viagem e acabou me indicando o Marcílio @marjeritur. Paguei R$500,00. Foi um belo investimento. Tenho fotos maravilhosas dessa viagem.

Lagoa do Paraíso

Passeio Lado Leste

As fotos que pipocam no Instagram são em sua grande maioria do passeio lado leste. É o passeio “Nutella” como os próprios bugueiros dizem. Eu admito que fui influenciada pelas fotos do Instagram e acabei contratado um bugueiro fotógrafo para o passeio lado leste. Não é que esse lado não seja bonito, mas boa parte dele é mais artificial. 

Passeio lado leste. Fotos tiradas pelo bugueiro Marcílio (insta @marjeritur)

O passeio inclui: Lagoa do Amâncio, Lagoa do Paraíso (entrada em algum beach club ou ponto de apoio em um restaurante), Buraco Azul (entrada R$20,00), Lagun Beach (entrada R$20,00), Árvore da Preguiça, Praia do Preá. 

Buraco Azul

No caso dos passeios coletivos não há muito como fugir do roteiro proposto. Se não quiser entrar em uma das atrações pagas dá para esperar do lado de fora junto com o motorista. 

Já nos passeios privativos você decide as paradas junto com o bugueiro. No caso da Lagoa do Paraíso, há alguns pontos de apoio ao longo da lagoa. Eu até pretendia ficar no famoso Alchymist Beach Club (entrada R$30,00), mas como estava com uma fila enorme acabei ficando no Água Viva, muito mais simples e que não cobra entrada. 

Lagoa do Paraíso

Já em relação ao Buraco Azul e Lagun Beach: os lugares são bonitos, mas eu particularmente achei que tinha uma vibe “piscinão de Jeri”. Gostei mais do Lagun Beach, apesar de ser 100% fake, literalmente um parque aquático, mas era mais organizado e com uma estrutura melhor que a do Buraco Azul. 

Lagun Beach

O que eu realmente gostei do passeio lado leste: as lagoas. Amei tanto a Lagoa do Amâncio como a Lagoa do Paraíso (e olha que o dia não estava dos melhores. Nublado e ameaçando chover, principalmente na Lagoa do Paraíso). 

Lagoa do Amâncio. Fotos tiradas pelo bugueiro Marcílio (insta @marjeritur)

Dicas de Jericoacara: eu, se um dia voltar, talvez nem faça o passeio do lado leste, foque apenas na Lagoa do Paraíso que foi realmente o ponto alto do passeio. E, se fizer, farei o passeio leste compartilhado até porque não achei um passeio uau, imperdível, sabe?

Buraco Azul. É bonito, mas tem uma vibe super piscinão. Não curti.

Passeio Lado Oeste

Acredite, se puder, mas durante meu planejamento de viagem eu nem incluí o passeio do lado oeste até porque a descrição me parecia o tal “pega turista”.

Passeio no mangue seco, parada para ver cavalos marinhos, tirolesa e toboágua. Nada disso despertou meu interesse. Mas aí um bugueiro me parou no meio da rua e insistiu tanto, mas tanto, e conseguiu esse esquema de compartilhar o buggy que acabei topando. Embora ele tenha tirado várias fotos durante o passeio ele não é um dos bugueiros especialistas em fotos. Como a diferença de preços é bem pequena, acho que vale a pena dar uma procurada no Instagram e procurar um desses bugueiros fotógrafos, principalmente se for uma viagem especial, sabe?

Foto no famoso balanço. Eu não consegui fazer a pose mais famosa. Faz parte hahaha

E, sendo bem sincera, amei o passeio. Se eu só pudesse escolher um para fazer em Jeri eu escolheria esse. Enfim, a ironia. Hahahah

A parte do mangue seco rende fotos incríveis no balanço, mas o que vale mesmo é o caminho para chegar até lá. É o passeio “raiz” como os bugueiros falam e repleto de belezas naturais. 

Mangue seco – passeio lado oeste

E a parte das dunas com vista para o mar foi uma das coisas mais bonitas que vi no Brasil. Finalizar na lagoa de Tatajuba é a cereja do bolo. Achei essa lagoa até mais bonita que a do Paraíso (pelo menos da parte que eu vi). Talvez por não ser tão gourmetizada. 

Lagoa Tatajuba

Ah, é nesse passeio que você pedir “com emoção”. Os bugueiros descem dunas bem íngremes. Importante: a parte do cavalo marinho e do toboágua eu realmente pulei porque não me atraiu, mas fazem parte desse passeio. 

Como dizem por aí, a gente só pode julgar com propriedade depois de saber de todos os detalhes, então eu aconselharia a priorizar o passeio do lado oeste. Em termos de belezas naturais é muito superior ao do lado leste. 

Obviamente o ideal é fazer os dois, mas eu faria o leste no esquema compartilhado e o oeste com um bugueiro fotógrafo. Por que? Porque há muitas despesas extras no leste e fazendo um passeio mais barato não pesa tanto no bolso. Se você entrar no Alchymist, Buraco Azul e Lagun Beach, por exemplo, terá que desembolsar mais R$70,00 só de entrada. 

Passeio Lado Oeste

Outra coisa: o turismo em Jericoacara é meio que voltado para esses dois passeios. Existe sim a opção de você passar o dia no Alchymist, por exemplo, mas aí você tem que esperar uma jardineira lotar lá na rua principal e depois combinar um horário para o retorno. É mais trabalhoso do que contratar um passeio fechado. 

Pedra Furada

Outra atração concorrida em Jericoacara é a Pedra Furada. Os bugueiros não vão até lá e as charretes também não chegam muito perto. Eu sou contra a exploração de animais, então nem considerei utilizar a charrete. Fui a pé mesmo. 

É tranquilo chegar lá pela trilha que sai da praia. Dá uns 40 minutos de caminhada e o percurso tem algumas subidas, mas não é uma trilha difícil. O maior problema, a meu ver, é que não tem uma sombra na trilha e isso dificulta mais do que as subidas. Leve água, boné e óculos de sol. 

A paisagem é incrível e você vai parar algumas vezes para tirar fotos no caminho o que faz a trilha não ser tão puxada. 

Chegando lá você vai notar uma fila. Tem que ficar na fila para tirar a foto na Pedra Furada. Não é obrigatório pagar para os caras tirarem fotos, mas eu gostei do resultado. Eles cobram R$10,00 por pessoa e tiram várias fotos com o celular (você entrega seu próprio celular para eles). Quem não quiser pagar é só seguir na fila e aguardar sua vez de tirar a foto. Eu fiquei meia-hora na fila, mas valeu a pena. 

Praias

Honestamente, as lagoas fazem mais sucesso que as praias até porque há praias muito mais bonitas no Ceará. A praia de Jeri mesmo eu achei bem mais ou menos. Vale a pena caminhar até a Praia da Malhada (no caminho para a Pedra Furada). A praia do Preá também é uma opção, mas aí tem que contratar algum tipo de transporte para chegar até lá.

Vila de Jeri

Conforme mencionei lá no início, Jeri tem uma vibe muito boa e a vila (100% pé na areia e sem asfalto) faz a festa dos turistas. Restaurantes, bares, baladas, sorveterias, lojas e muito forró completam o charme da vila de Jeri.

Pôr do sol

É quase um clássico em Jericoacara. No fim do dia, o pessoal sobe a duna próxima da praia e fica aguardando o pôr do sol. Alguns passeios também fazem uma parada em outra duna (mais longe da vila). Parei lá quando estava indo embora de Jeri.

Importante: se estiver em Jeri no mês de julho, o pessoal segue para a Pedra Furada porque o sol se põe no meio dele. Grupos saem da vila para conferir o espetáculo.

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1 comentário

Patrícia Fragoso 21 de março de 2022 - 21:17

Olá, Fernanda. Excelentes fotos e viagem. Gostei desse plus do bugueiro- fotógrafo. Quando estive em Jeri dei sorte pq foi em Janeiro, mas fez sol. Já em Fortaleza quando cheguei chovia. A praia de Jeri com muito sol estava belíssima e tirei fotos muito bonitas da duna do por do sol com os kitesurfers dando um show com suas pranchas e um por do sol inesquecível. Adorei suas dicas para a próxima ida. Obrigada!

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