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Minha vida em Lisboa

por Fernanda

Atualizado em 23 de dezembro de 2017

Esses dias eu contei como é que eu fui parar na Europa (se você não leu, favor ler aqui para poder acompanhar a história de hoje).

Bom, duas semanas depois que cheguei em Lisboa eu já estava apaixonada. Pela cidade? Não, pelo Felipe mesmo. Mas era tudo muito complicado. Não bastasse nossa diferença de idade, nossa diferença de salários, ainda existia outro problema: ele era extremamente ciumento.

E eu morava com uma galera (tipo 10 pessoas num apê de 5 quartos) e nosso prédio era amplamente conhecido em Lisboa como o prédio que promovia as melhores festas da cidade. Não estou exagerando e nem mentindo. Quem morou em Lisboa entre 2004 e 2006 sabe do que eu estou falando. É só perguntar das festas da São Sebastião da Pedreira. Só para vocês terem ideia de como era insano o negócio, um dia eu fui convidada para a festa no meu próprio apê. Via sms! Presta atenção! Era extramamente viral o negócio e nem facebook existia naquela época. Ou seja, a gente tinha o dom mesmo de promover umas festas iradas.

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Se você ainda não acredita em tudo que falei até agora, tá aqui uma foto de uma das nossas ‘geladeiras’.

banheira cheia menor

O pessoal que morava comigo era de Curitiba e por incrível que pareça eu conheci eles lá em Lisboa. Eles estavam fazendo um intercâmbio de estudos por lá. E eu tinha um emprego em horário integral. Sinceramente, até hoje não sei como eu dava conta de trabalhar depois daquelas festinhas. Só a juventude para explicar esse fato.

Só tinha outro problema – Felipe odiava essas festas e para ajudar, ele também não bebia e para mim, cerveja é vida. Às vezes eu cedia e ficava na casa dele e nem voltava para a minha. Mas quando a gente brigava, eu batia cartão em todas as festas do prédio, tipo, todos os apartamentos abriam suas portas. Como eu disse, era um negócio de outro mundo (saudades extremas de tudo aquilo).

Adoro as cervejas portuguesas

Adoro as cervejas portuguesas

Lógico que isso foi desgastando nosso namoro. A gente brigava, terminava e voltava praticamente todo mês e eu nunca fiquei com outro cara (mesmo quando a gente terminou de vez), porque eu realmente gostava dele. Pena que eu era muito imatura na época e ele muito ciumento. Os opostos podem até se atrair, mas dificilmente conseguirão conviver juntos. Era nosso caso.

Nesse meio tempo, nós viajamos para Londres. Fomos passar o Natal por lá. Olha, foi amor à primeira vista. Quando eu pisei em Londres senti que aquela era minha cidade e que eu ía fazer de tudo para voltar.

A sempre bela Londres!

A sempre bela Londres!

Bom, o Felipe não falava inglês e amava Lisboa, então eu meio que já sabia que se eu decidisse ir para Londres, essa seria uma decisão minha e eu teria que ir sozinha.

Nosso namoro já ía de mal a pior mesmo. Brigamos pela enésima vez, mas tinha sido mais sério. Eu até lembro do dia. Lembro que saí da casa dele em Estoril, peguei o trem até Cais do Sodré e comecei a chorar que nem uma louca. Ele me ligou diversas vezes naquela noite e eu não atendi o telefone. Eu nem fui trabalhar no dia seguinte.

Já não lembro se a foto é em Estoril ou Cascais, mas as duas são lindas

Já não lembro se a foto é em Estoril ou Cascais, mas as duas são lindas

Não tinha mais como a gente voltar e eu já não aguentava mais sofrer por algo que eu sabia que já tinha terminado. Eu sei que às vezes a gente quer colocar vírgulas e reticências, porque o ponto final é dolorido, mas ali não tinha mais jeito. A história tinha chegado ao fim.

Como eu não queria mais nenhum tipo de conversa, ele até me mandou um e-mail explicando algumas coisas (que por sinal tenho guardado até hoje), mas era hora de começar um novo capítulo na minha vida, até porque eu já não aguentava mais o meu emprego (na verdade, a falta do que fazer nele) e decidi que era hora de partir. Eu estava decidida a ir para Londres, mas para isso eu precisava da minha cidadania italiana. E foi assim que eu fui parar na Itália.

O dia que eu saí de Lisboa foi um dos dias mais tristes e ao mesmo tempo mais libertadores da minha vida. Lembro de um amigo português me levando até o aeroporto. E eu que sou uma pessoa que não consegue parar de falar, estava muda. Eu sofro demais, porque nunca entro no jogo para competir. Sempre entro para ganhar, mas não dá para ganhar tudo nessa vida. E perder nunca é fácil. Mas certas coisas não dependem só de você.

Meu lugar preferido em Lisboa - o castelo de São Jorge

Meu lugar preferido em Lisboa – o castelo de São Jorge

Essa história continua, até porque antes de eu chegar na Itália, muita coisa ainda rolou em Lisboa. No próximo post, vou detalhar um pouco melhor como era minha vida por lá.

 

22 comentários
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22 comentários

Ricardo 2 de agosto de 2013 - 11:29

To adorando acompanhar essa aventura!!

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Fernanda 2 de agosto de 2013 - 12:48

Foi uma aventura mesmo. Relembrar é reviver. rs

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Rafaela Lins 2 de agosto de 2013 - 13:12

tá massa acompanhar tuas histórias pela europa! 🙂

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Fernanda 2 de agosto de 2013 - 13:27

Foi uma das épocas mais legais da minha vida. 🙂

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Mariana 2 de agosto de 2013 - 14:00

Conheci seu blog pelo Google e viciei. Seu modo de escrever e as milhares de aventuras contagiam qualquer um! Escreve logo o outro Post!!! rsrs
Vc tem alguma dica de viagem pro Marrocos? Eu e meu marido queremos fazer Portugal/Espanha/Marrocos ano que vem (se bem que depois das fotos do Salar eu to bem pensando em ficar pela América do Sul mesmo). Ahhhh que vontade de largar tudo aos 32 anos e viver viajando!!
bjs

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Fernanda 2 de agosto de 2013 - 15:56

Eu fui pro Marrocos via Sevilha (na verdade é uma outra cidade ali do sul da Espanha que eu peguei o ferry e já não lembro mais). Já faz tempo, mas eu gostei bastante.

O Salar de Uyuni é incrível. Se você for, inclua Atacama no Chile também. Eu não tive tempo e me arrependi.

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Jorge 7 de agosto de 2014 - 17:50

Talvez Ceuta…

Terá ido Marrocos via Algeciras…

Anyway, Lisboa… adoro ler os seus posts do meu país e da minha cultura e desculpa pelo preconceito existente em Portugal e na Europa em relação à mulher Brasileira.

Boa sorte!

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Suelen 3 de agosto de 2013 - 13:09

Fer, brigada pelo post (como se fosse pra mim! kkkk). Estou adorando a historia e esperando por mais tb!

Bjao.

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Fernanda 3 de agosto de 2013 - 18:33

hahaha…outras histórias virão!

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Marcello 5 de agosto de 2013 - 15:15

to adorando o site. acompanho com frequencia o da Adriana (drieverywhere, cohece?) e nao conhecia o seu. tbm morei em PT e sei bem do que falas…um bj e parabens pelo blog!

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Fernanda 5 de agosto de 2013 - 18:51

Conheço, mas não acompanho o blog dela não.

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Ana Claudia 7 de agosto de 2013 - 13:55

Menina, a gente tem muita coisa em comum mesmo, e nao eh soh o fato d morar em Curitiba nao ahuahuahauha
Meu namorado foi morar em Lisboa em 2008 pra estudar na facul la… um convenio da UniCuritiba que voce deve conhecer.
Ele morou com 4 amigos num ap, e os outros meninos no bendido Sao Sebastiao. Nessa epoca eu morava em Dublin… Imagina nossas brigas, por causa dessa fama festeira dessa “republica”? (se bem q em Dublin nao era mr diferente rs)
Sei que eu tambem aprendi a amar Lisboa, mas dps d um tempo, e sem sombra d duvida meu lugar inesquecivel e marcante foi o Castelo de Sao Jorge =D
Mt bom ler seus posts e relembrar da minha trajetoria tbm 😉
Bjokas

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Fernanda 7 de agosto de 2013 - 15:12

hahaha. Ah!!! Você jura? A primeira leva que morou comigo era da UniCuritiba. Todos meus amigos são advogados. Mas 2008 eu não estava lá. Acho que não conheço teu namorado.
Amo o Castelo também. Ía quase todo domingo lá ver o pôr do sol.

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Jéssica 3 de setembro de 2013 - 22:09

muito legal essa série! acho que ainda rola um amor por felipe ein… ahahha
conheci seu blog agora e amei! parabééns!

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Fernanda 3 de setembro de 2013 - 22:29

Eu ri…mas não rola não. Faz muito tempo já.

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Fernanda 5 de dezembro de 2013 - 10:48

Conheci seu blog pelo Google e adorei. tem como me cadastrar em algum lugar pra receber as atualizações?

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Fernanda 5 de dezembro de 2013 - 20:52

Tem sim. Na barra lateral superior tem como se inscrever no feed e no final de cada post é só selecionar o item receber novidades por e-mail.

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Eduardo Obrzut Neto 5 de agosto de 2014 - 10:41

Sensacional!!Conheço essa história, acho que de alguma forma fiz parte dela. Muito bom o blog e melhor ainda reviver essas lembranças. Parabéns.

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Filipe 8 de agosto de 2014 - 19:30

Só me diz uma coisa…tem como não amar Lisboa? rs no meu caso foi amor a primeira vista… hehe ainda bem que você teve tempo para aprender! 🙂

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Fernanda 8 de agosto de 2014 - 21:13

hahaha. É verdade!

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Larissa 2 de novembro de 2015 - 21:50

Oii Fernanda, tbm vim pra Europa, tirei a cidadania italiana e vim pra Portugal, só que pro Algarve, mas tá péssimo de emprego e estamos ( eu e namorado ) pensando em ir pra Lisboa pra começar trabalhar, economizar e ver oque podemos fazer dps nem q seja viajar rsss mas bom, dá umas dicas dos bairros pra procurar apartamento ? Estou vendo na internet mas nao conheço LIsboa ainda e nao acho nada muito util, o melhor é quem ja morou lá com certeza fala rapidinho pelo menos os bairros acessiveis pra morar mais em conta com comercio e transporte tal…nao sei ainda aonde trabalharia, bairro…. bommmm obrigada se puder ajudar

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Fernanda 2 de novembro de 2015 - 23:08

Eu morei em Picoas (bem central) e também em Monte Estoril (cidade ao lado), mas não são os lugares mais baratos. O ideal é morar perto de alguma linha do metrô. Uma amiga morava perto do shopping Colombo, na linha azul estação Colégio Militar. Tenho outra amiga que mora em Pontinha. Hoje não sei quais bairros estão mais baratos e quais são os mais seguros. Eu amava morar em Picoas, era próximo de tudo.

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