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Museu Frida Kahlo

por Fernanda

Atualizado em 23 de dezembro de 2017

Eu já falei diversas vezes que não gosto de museus e faço de tudo para não visita-los. Acho que a gente tem que fazer o que gosta durante as nossas viagens e museu definitivamente não é algo que eu goste, então eles quase sempre ficam de fora da minha lista.


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Mas toda regra tem sua exceção e eu decidi por livre e espontânea vontade visitar o Museu da Frida Kahlo. Ok, verdade seja dita e eu já sabia que ele tinha muito pouco de museu e era muito mais a casa dela, então isso me empolgou mais ainda. Aliás, se você quer ver as obras da Frida, já fique sabendo que lá no museu não tem muita coisa exposta.

Frida Kahlo

Para quem não sabe, Frida foi uma das principais pintoras mexicanas, um ícone do modernismo e uma mulher sempre muito pra frentex. Ela era bissexual (imagina isso nos anos 30). Além disso, ela foi casada com Diego Rivera e foi um casamento bastante conturbado pois existiam traições dos dois lados. Ela também teve um caso com Leon Trotski.  Ela se separou do Diego, mas depois eles voltaram e ela construiu uma casa igual a dele (só que do lado) e as casas eram separadas por uma ponte. Eles continuaram casados, mas cada um vivia na sua casa e eles se encontravam durante as madrugadas na casa dele ou na casa dela.

Museu Frida Kahlo

Tirando essa parte da vida sexual da Frida que eu particularmente acho que só dizia respeito a ela e ao marido, tem toda uma história trágica por trás. Ela teve poliomelite quando era criança, depois sofreu um grave acidente quando tinha 18 anos. Graças a esse acidente, ela ficou meses no hospital, teve que fazer diversas cirurgias, usar coletes ortopédicos e também não conseguiu ter filhos. Foi nessa época que ela começou a pintar.

Museu Frida Kahlo

Você consegue sentir um pouco do que ele sentiu na época visitando os cômodos da casa e vendo a cadeira de rodas, os pincéis e umas frases dela nas paredes. Tudo está no mesmo lugar, do jeitinho que era quando ela morava lá.

Museu Frida Kahlo

 

O mais interessante é que mesmo com todo esse aspecto “cinza” que tomou conta da vida dela, as obras são sempre muito coloridas, assim como a sua casa que ela mesmo descreve como uma casa pouco cômoda, mas muito colorida.

 

 

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A cozinha super colorida

 

Frida e o amor que ela tinha por Diego ainda “vivem” naquela casa. Quem viu o filme, chega até a se emocionar lá dentro. Aliás, quem não viu o filme e pretende visitar o Museu da Frida Kahlo, sugiro que assista antes da visita.

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Acho que o recado que ela quis deixar para o mundo está naquela casa e em uma de suas obras – Viva la Vida.

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A Casa Azul (como é chamado o Museu) é linda. Os móveis, a decoração e o jardim tem uma riqueza de detalhes e cores impressionantes.

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Na época em que Diego e Frida viveram naquela casa, ele era mais famoso que ela. Aliás, a presença de Diego é constante na Cidade do México, já que grande parte dos murais da cidade foi pintada por ele.

Como chegar

Para chegar no museu, é fácil. Você pega o metrô (3 pesos) até a estação de Coyoacan. De lá, é uma caminhada de mais ou menos 20-25 minutos (sempre em linha reta e é relativamente bem sinalizado). De qualquer maneira, os mexicanos são bem prestativos e é só perguntar onde fica o museu que eles vão te indicando. Mas, eu sugiro que você pegue um ônibus em direção ao museu (custa 4 pesos). Eu fui em junho e estava muito calor, então a caminhada foi puxada (não pela distância, mas pelo calor). Olha, os mexicanos não entendem português. Caso você não saiba falar espanhol, tente se virar no portunhol ou fale bem devagar em português. No pior dos cenários, fale “bus para Frida” e eles vão te explicar o caminho. Fica na Calle Londres (rua Londres) e quando você estiver próximo, já vai perceber a movimentação dos turistas e é impossível não notar a Casa Azul da esquina.

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Quanto custa

80 pesos por pessoa

35 pesos se você tiver uma carteirinha de estudante internacional ou conseguir provar que é professor

* Tem que pagar uma taxa extra de 60 pesos para fotografar e não pode tirar fotos com flash. Eu estava com minha mãe, pagamos apenas uma taxa, pois eles colam um adesivo na câmera. Nem tente dar jeitinho porque eles ficam olhando as câmeras e procurando os adesivos.

Importante

Eles não deixam entrar com mochilas e bolsas. Você tem que deixar tudo num guarda-volumes. É grátis.

O museu não abre nas segundas. Ele abre às 10h e fecha às 17h45 e nas quartas ele abre às 11h.

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8 comentários

Gabi 17 de junho de 2013 - 10:18

Fernanda, também não sou muito de museu. Fui em pouquíssimos em minhas viagens, mas confesso que sempre foram boas surpresas. Esse da Frida me pareceu bem o tipo de museu que eu ia gostar…aqueles que mais do que obras, carregam uma atmosfera diferente e emocionam!

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Fernanda 17 de junho de 2013 - 10:27

Exatamente isso Gabi. Até porque o museu é a própria casa dela e tem muito mais do que aquela coisa chata (pelo menos para mim que sou uma anta em artes de ficar “admirando” as obras). Se você for para a Cidade do México pode colocar esse museu na lista sem medo de se arrepender. É muito legal mesmo e a casa é linda. Toca mesmo ver o tanto de dificuldades que ela teve e mesmo assim a superação para continuar trabalhando.

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Ana Claudia Sachser 17 de junho de 2013 - 11:01

Ja comentei no Instagram, mas nao poderia deixar d comentar aqui, vendo as fotos, que me deu mais vontade ainda de ir nesse museu!
Desde a epoca da facul (estudei Design Grafico) que sou fa da Frida! Ja vi o filme e eh super emocionante… imagine ir na casa onde viveram!
Demais! Viajo junto com seu blog =D

Bjss

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Fernanda 17 de junho de 2013 - 11:06

Ana, você vai amar quando for. É realmente emocionante e eu também sou muito fã da Frida e lá dentro da casa dá para sentir um pouco como a vida dela não foi fácil. Mas, o recado foi dado – Viva la vida!

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Estéfane 16 de novembro de 2015 - 20:55

Olá, tudo bem? Acabei de entrar no site do museu e o valor lá está em dólar e muito mais alto. Fiquei confusa! Claro que de 2013 pra cá o preço realmente deve ter subido, mas ter mudado de moeda é um pouco estranho. Tu saberia me dar uma luz sobre isso? acho que 120 dólares é um preço um tanto salgado. ;/
Obrigada desde já.

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Fernanda 16 de novembro de 2015 - 20:56

Eu comprei na hora e em pesos mexicanos mesmo é não foi essa fortuna não.

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itallo 21 de novembro de 2018 - 02:00

Você sabe me informar se eu comprar o ingresso antecipado no site do museu o valor que será cobrado no meu cartão de crédito é em peso mexicano, real ou dólar?

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Fernanda 4 de dezembro de 2018 - 20:30

Normalmente o site cobra na moeda local (no seu caso seria o peso mexicano) e a bandeira do cartão converte para dólar para fazer a cobrança no cartão.

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